Interessante análise de Olga Rodríguez, achegando algumhas claves sobre a guerra de Trump contra Europa.
https://www.eldiario.es/internacional/busca-trump-europa-guerra-comercial-china_129_12217339.html
Os Estados Unidos procuram expandir o seu mercado e conter o crescimento chinês através de uma guerra comercial e de políticas tarifárias que pretendem moldar o panorama internacional. A autora refere alguns aspetos deste escenário, que me atrevo a resumir neste fio dividido en tres apartados:
1- Energia:
-Trump sugeriu que Bruxelas deveria comprar mais energia aos EUA como condição para reduzir as tarifas sobre os produtos europeus importados.
Também menciona O. Rodríguez que “No contexto das actuais negociações, a Rússia propôs o restabelecimento do gasoduto Nord Stream (quem o destruiu?) para fornecer energia russa à Europa. Enquanto uma parcela significativa do establishment político alemão se opõe a isto e insiste no rearmamento contra Moscovo, o Financial Times noticiou que um empresário norte-americano, em negociações com Trump, procura criar um consórcio de investidores para reactivar o gasoduto, o que poderá dar a Washington um controlo significativo sobre este fornecimento de energia. Mas, para isso, seria necessário um acordo com Putin, ou uma forma de se impor. De momento a guerra segue.
2- Estratégia global:
Os Estados Unidos pretendem externalizar ainda mais as suas tarefas militares na Europa e no Médio Oriente, deixando-as para os seus aliados, para se concentrarem em Pequim e no Indo-Pacífico. Assim, o memorando denominado “Orientação Estratégica Interina de Defesa Nacional”, apela “ao fornecimento de assistência militar” a Israel e de armamento aos parceiros do Golfo, e pressiona os “aliados na Europa, Médio Oriente e Leste Asiático” para aumentarem as suas despesas militares.
Pretende priorizar o Indo-Pacífico e aumentar os esforços para impedir que a China tome conta de Taiwan. A competição com a China não começou hoje. Em 2021, foi criada a aliança estratégica militar AUKUS entre os EUA, a Austrália e o Reino Unido e, pouco depois, Washington aprovou a Estratégia Militar Indo-Pacífico, concebida para conter o avanço da China e concentrar-se “em todos os cantos da região”
3-A situação da Europa no novo cenário: No contexto da guerra comercial entre os EUA e a China, a Europa tem pouco a ganhar e muito a perder se optar por se subordinar a Washington. Deve alcançar a autonomia, fortalecer a sua própria política externa e diversificar as suas alianças e relações comerciais, sem ter de participar em estratégias que a prendam a riscos e interesses estrangeiros.