Interessante artigo no “Eldiario.es” sobre a “radicalização dos homens jovens”: https://www.eldiario.es/sociedad/no-odio-feminismo-economia-caida-ingresos-empleo-radicaliza-hombres_1_12203209.html
Entre aspas resumo alguns parágrafos que considero significativos do artigo:
“Um estudo do Centro de Política Europeia, intitulado “De provedor a precário: como o declínio económico alimenta a reação anti-feminista”, indica que a extrema-direita está a capitalizar a “frustração” dos homens jovens associada à perda de independência económica e de emprego — duas características fundamentais da masculinidade tradicional — e que estão ligadas ao aumento da desigualdade e da automatização. Em contraste, os movimentos progressistas parecem não estar a conseguir travar o declínio económico dos jovens nem a oferecer uma alternativa atraente à masculinidade tradicional.”
“O estudo propõe reforçar as políticas económicas para as persoas jovens, ao mesmo tempo que promove uma nova masculinidade… (uma vez que) fazê-lo sem melhorar as condições materiais… não será suficiente, por mais poderoso que seja o discurso… (Entre as medidas que propõe estão) uma política de vivenda que inclua o controlo dos preços nos centros urbanos, a promoção de emprego estável e de rendimentos dignos para as persoas menores de 25 anos, o reforço das estruturas e permissor de cuidados , e o aumento dos recursos e da importância do ensino profissional.”
“Em relação às normas culturais e de género, o informe sugere programas de saúde mental para homens, a criação de centros que ofereçam atividades e iniciativas que moldem uma masculinidade diferente, ou complementarem a crítica ao modelo masculino tradicional com alternativas concretas e realistas as que os jovens possam aspirar.”